Procrastinação e culpa
A procrastinação costuma ser compreendida como desorganização, falta de disciplina ou dificuldade de administrar o tempo. Neste episódio do Saúde Mental Vivências, proponho deslocar esse entendimento e olhar para a procrastinação como um fenômeno que se constrói, muitas vezes, em diálogo direto com a culpa.
Ao adiar tarefas, decisões ou movimentos importantes, a culpa tende a se intensificar. Esse sentimento, por sua vez, não impulsiona a ação, mas frequentemente aumenta a paralisia, criando um ciclo difícil de romper. O episódio busca esclarecer como esse funcionamento se estabelece e por que insistir apenas em estratégias de produtividade pode reforçar o sofrimento, em vez de resolvê-lo.
A partir de experiências compartilhadas por pessoas docentes pela experiência na área da da saúde mental, o episódio aborda como a procrastinação pode estar associada à sobrecarga emocional, ao medo de falhar e à autoexigência excessiva — elementos que alimentam a culpa e comprometem a relação consigo mesmo.
Mais do que tratar a procrastinação como um problema isolado, o episódio propõe compreendê-la como parte de um processo emocional mais amplo.
Ao nomear esse vínculo com a culpa, torna-se possível construir formas mais realistas e cuidadosas de lidar com o adiamento, sem reforçar o autojulgamento ou a sensação constante de inadequação.
Uma recomendação importante sobre a questão da CULPA que abordei neste episódio - eu tenho à mão o livro da Maria Cecile Azambuja
12 lições sobre a CULPA - Um guia para a vida ser leve
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Fica o agradecimento e o convite para conhecerem o trabalho da psiquiatra Márcia Britto de Macedo Soares, que tem um blog muito interessante, informativo e direto. Minha abordagem traz um resumo de dois de seus artigos: