Grupo de Estudos IDEA/Unicamp
Grupo de Estudos "Saúde mental como gramática possível para a violência na contemporaneidade" – IDEA/Unicamp
Integrei o Grupo de Estudos "Saúde mental como gramática possível para a violência na contemporaneidade", realizado no Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IDEA/Unicamp), entre agosto e dezembro de 2025. A experiência representou uma importante oportunidade de aprofundamento acadêmico e reflexão crítica sobre temas centrais da vida contemporânea e seus impactos na saúde mental, como bem descreve o título.
O grupo, sob a coordenação da Profª Dra. Rosana Onocko Campos e do prof. Dr. Claudio Banzato, reuniu pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com o objetivo de promover diálogos interdisciplinares capazes de ampliar a compreensão da violência como fenômeno estruturante da sociedade brasileira e de suas repercussões na produção do sofrimento psíquico.
Ao longo dos encontros, foram discutidos temas como interseccionalidades, racismo estrutural, patriarcado, antropologia urbana e o papel das mídias e redes sociais na configuração das experiências contemporâneas. As reflexões buscaram contribuir para a construção de análises e propostas que possam fortalecer políticas públicas mais sensíveis às complexidades da realidade social brasileira.
Entre os aspectos que mais marcaram minha participação, destaco a compreensão da violência não como exceção, mas como elemento constitutivo de dinâmicas sociais e subjetivas; a saúde mental como linguagem possível para nomear diferentes formas de mal-estar social; a esperança entendida como construção coletiva; e a amorosidade como prática ética de cuidado, resistência e transformação.
O trabalho desenvolvido foi apresentado pela Profª Draª Rosana Onocko Campos em um Encontro do Idea em dezembro de 2025 e resultou em publicação na Revista do IDEA, consolidando uma experiência marcada pela interdisciplinaridade, pela produção compartilhada de conhecimento e pelo compromisso com a construção de caminhos voltados à reparação, à justiça social e ao cuidado coletivo.
Integrar esse espaço de pensamento crítico e colaboração acadêmica reafirmou, para mim, a potência do diálogo entre universidade, sociedade e práticas em saúde mental.