Participei, em 27 de abril de 2026, na Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis, da defesa da tese de doutorado de Caroline Cusinato, intitulada:
Horizontalidade e a Coprodução de Conhecimento Acadêmico em Saúde Mental
Embora formalmente apresentada pela doutoranda, a pesquisa foi desenvolvida em coprodução, contando com minha participação como coautora, juntamente com outra pessoa com experiência vivida em saúde mental, o Caio Wilmers Manço. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Silvio Yasui e avaliado por uma banca composta pelas professoras doutoras Simone Paulon, Sueli Terezinha Ferrero Martin e Ângela Pereira Figueiredo, além do professor doutor Eduardo Mourão Vasconcelos.
A pesquisa investigou a coprodução de conhecimento acadêmico em saúde mental a partir de uma perspectiva de horizontalidade, reunindo universidade, experiência vivida e participação social em um mesmo processo de construção científica. O estudo contribui para o debate sobre metodologias participativas e para o reconhecimento da experiência vivida como fonte legítima de produção de conhecimento.
Para mim, a participação nessa trajetória representa um marco importante no fortalecimento de práticas acadêmicas mais abertas ao diálogo com as comunidades e com as pessoas diretamente envolvidas nos temas pesquisados. A pesquisa evidencia possibilidades concretas de colaboração entre universidade e sociedade na produção de saberes comprometidos com a inclusão, a participação e a transformação social.
A defesa também simbolizou um passo significativo no reconhecimento da coprodução acadêmica como caminho para ampliar a diversidade de vozes presentes na pesquisa em saúde mental. Nesse sentido, o trabalho dialoga com iniciativas desenvolvidas pela Comunidade de Fala Brasil (CdF BR), que busca promover a participação de pessoas com experiência vivida em processos formativos, eventos científicos e atividades de produção de conhecimento.
Acompanhar a conclusão desta pesquisa foi, ao mesmo tempo, celebrar uma conquista acadêmica e reafirmar a importância de construir espaços onde diferentes formas de conhecimento possam dialogar, colaborar e se fortalecer mutuamente.